Fugindo da Blitz
Por Senhor Bacurau • nov 29th, 2009 • Categoria: Comportamento, Destaques<< Nação e Móveis Coloniais no Marco Zero | Pitty e Marcelo D2 no Marco Zero >>
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Matadores de Galinha»
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E lá estava o Bacurau no banco do carona, ao lado de um dos melhores pilotos das noitadas recifenses, saindo do estacionamento a céu aberto nas ruas do Recife Antigo, quando chega uma tiazinha pedindo dinheiro e avisando:
“- Vá por aí não, que tá tendo blitz na ponte agora. Seguindo ali por trás, tá limpeza”
O piloto olha pra ela, e resmunga:
“É… É melhor eu ir lá por trás, então…”
“Tá bêbo?” – ela perguntou.
“Bêbo não… Tô liso” – ele respondeu expondo um problema sociológico brasileiro.
Quanto tem custado pra você cada vez que uma blitz te pega?
Certo, certo… Sejamos bons moços, e assumamos que se beber é melhor não dirigir, tudo certo.
E que fique claro que o Bacurau não defende o álcool na direção, mas defende fortemente o álcool no banco do carona, o álcool no bacurau (o ônibus) e o álcool durantes as caminhadas noturnas.
Tirando fora as questões éticas e legais, o que vemos após a bem sucedida (?) implantação da lei seca na direção é que na verdade o comportamento dos motoristas notívagos e seus arquiinimigos cujos carros possuem luzes no teto não mudou necas de pitibiribas, salvo pelos valores envolvidos.
Se antes uns R$10,00 dentro da carteira de motorista calava um guarda, agora, se o guarda sentir que você tem potencial, já pode sugerir não apenas uma cervejinha, mas uma grade inteira de cervejinhas.
Sendo assim, o Bacurau chega à conclusão de que a lei seca estimula o consumo de álcool entre os guardas de trânsito.
Por exemplo, com uma cervejinha de R$100,00 o guarda pode tomar uma média de 28 cervejas e meia no Bar Novo Pina, no Recife Antigo.
Um guarda destes não pode passar muito bem no dia seguinte, e oferece muito mais risco à população do que um motorista que bebeu seus dois copinhos da maldita gelada numa conversa entre amigos, concorda?
A moral da história é que do jeito que tá, quem tem dinheiro pra pagar o pedágio pode beber sossegado, e não aumentamos a segurança nas pistas da noitada recifense, mas apenas dispersamos o perigo.
Motorista bêbo volta pra casa pela Imbiribeira, por Afogados, ou por qualquer ruela que o leve pra casa sem enfrentar uma possível e óbvia blitz na principais vias, e continua com chances de acertar um poste que esteja atravessando a rua em alta velocidade.
O Bacurau, portanto, acha que se é pra ser assim, melhor deixar o povo beber e proibir de andar de carro de noite.
Ou então, meu filho, vâmo botar os guardinhas na escolinha de novo, pra a coisa ser levada a sério.
Dá pra sair sem carro numa boa, mesmo. Chato é fazer isso sabendo que a maioria simplesmente não faz o mesmo, e aí, você se sente lesado e alesado.
O Bacurau recomenda reflexão.
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Se liga forte nessa dica do Bacurau. Olha aí...
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heuhhauehuaheauhe!
mto bom véi! q texto massa!
falou td o q tinha pra ser dito! e da melhor forma!
XD
qto ao protesto, apoiadíssimo!
O texto é bom irreverete, expõe muitas coisas erradas de uma forma engraçada…
Faltou somente falar que de madrugada não tem ônibus Bacurau…kkkkkkk
Adorei a ironia do guarda que não passa muito bem no dia seguinte e a escolinha.
Embora teja na lei, o pensamento de que é lei não vamos cumprir, acaba com todo
o Resto. Embora não goste de muitas e cumpra poucas:
“Beber e DIRIGIR é o cumulo da irresponsabilidade!”.
KKKKKKK Adorei o guarda bêbado.
O texto fala uma verdade. Eu mesmo já fui parado numa blitz que tive de dá 70 reais pra o guarda me deixar passar. Isso é uma vergonha.